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A plataforma

Crowdfunding e tokens

Ofertas de crowdfunding de investimento (RCVM 88) desde 2018, as plataformas que as distribuem, os tokens que as representam na blockchain e as lâminas das ofertas — como objetos conectados.

O crowdfunding de investimento é a oferta pública dispensada de registro que uma sociedade de pequeno porte faz por meio de uma plataforma eletrônica autorizada pela CVM (Resolução CVM 88). Por ser dispensada, ela não aparece nos datasets de ofertas registradas — e por muito tempo só existiu página a página no site de cada plataforma. No DataBolsa cada oferta é um objeto, ligado ao emissor, à plataforma e, quando existe, ao token que a representa na blockchain.

O que está coberto

  • Ofertas (2018 até hoje): todas as ofertas comunicadas à CVM pelas plataformas (Anexo G da RCVM 88), com valor alvo, valor captado, papel ofertado, preço unitário, quantidade, datas de início e encerramento, lastro e setor declarados e o sinal tokenizavel. O valor alvo vem da consulta pública da CVM e bate com os boletins oficiais; o captado só chega depois do encerramento.
  • Plataformas: o cadastro da CVM (razão social, nome comercial, situação do registro), ligado a cada oferta pela aresta distributes.
  • Emissores: a sociedade de pequeno porte por CNPJ, ligada pela aresta issued, com tipo societário, receita bruta declarada e site quando informados.
  • Tokens on-chain: contratos ERC-20 emitidos por tokenizadoras brasileiras nas redes Polygon, Plume, Rootstock, Gnosis e XDC, lidos direto da rede pública — nome, símbolo, supply, detentores, transferências e o ciclo de vida (emissão = primeiro mint, resgate = último burn). O token é objeto instrument (subtipo token) ligado à tokenizadora por issued e à oferta por tokenized_as quando a quantidade emitida casa com a oferta do Anexo G. Onde a tokenizadora publica um catálogo aberto (hoje o Mercado Bitcoin), o token ganha também a remuneração declarada, o vencimento e a situação de venda — declaração da tokenizadora, separada do fato on-chain.
  • Lâminas (Anexo E): o documento de "informações essenciais da oferta" que a plataforma publica, indexado e pesquisável, com extração estruturada da remuneração do investidor, da remuneração da plataforma (Seção 9), lastro, garantias e riscos. Cobertura parcial, plataforma a plataforma: hoje a Hurst.

O que NÃO está coberto, e por quê

  • Número de investidores por oferta e ofertas que falharam o alvo mínimo: estão só no relatório anual das plataformas (Anexo H), que a CVM não publica.
  • Tokens de todas as plataformas: tokenizavel no Anexo G é elegibilidade declarada, não emissão. O fato on-chain só existe onde o contrato é público e legível; plataformas que emitem em redes sem explorer ou com contratos que não respondem como ERC-20 aparecem sem medidas on-chain.
  • tokenized_as para toda tokenizadora: a ligação oferta ↔ token exige que a quantidade emitida do token seja a quantidade da oferta no Anexo G. Onde o token é um lote (uma unidade do token vale muitas do papel) ou uma tranche da série, o token existe como objeto ligado à tokenizadora, mas sem aresta para a oferta.
  • Lâminas atrás de cadastro: parte das plataformas exige login para o documento da oferta; essas não são indexadas.

Como consultar

No chat, pelo nome da plataforma ou do emissor:

"Quantas ofertas a MB Tokens fez em 2025 e quanto captou?" · "Quais ofertas de crowdfunding de recebíveis estão abertas agora?" · "Esse token FGTS11 representa qual oferta, e ela já foi resgatada?"

Pela API e pelos agentes, tudo passa pelos objetos:

  • resolveObject com kind=offering e subkind=crowdfunding encontra a oferta; getObjectProperties traz a ficha (status, papel, lastro, setor) e getObjectFacts as medidas (crowdfunding_raised, crowdfunding_fill, crowdfunding_collateral_volume).
  • listObjectLinks com rel=distributes (a partir da plataforma) ou rel=issued (a partir do emissor) lista as ofertas; rel=tokenized_as liga oferta e token.
  • rankObjects e aggregateObjects sobre offering/crowdfunding respondem "quem mais captou" e "quanto o mercado captou por ano" sem tabela intermediária.
  • Para um token (instrument/token), getObjectFacts traz token_supply, token_holders e token_transfers, e as propriedades trazem rede, endereço, emissão (issued_on), resgate (redeemed_on), lifecycle e a quantidade emitida.
  • A lâmina da oferta sai por executeObjectFunction com credit.offering.terms (função em preview): remuneração da plataforma e do investidor, lastro, garantias e como a lâmina foi casada com a oferta.

Cuidados de leitura

  • Uma oferta aberta tem captado nulo, não zero. A CVM só conhece "em andamento" e "encerrada"; como a captação é limitada a 180 dias, uma oferta sem comunicado de encerramento depois disso aparece como prazo_vencido — não está captando e o desfecho não é público. Antes de 2021 a fonte não informava a plataforma; essas ofertas ficam sem distributes.
  • O mesmo emissor faz dezenas de ofertas por ano; o rótulo da oferta é emissor + papel
    • data de início, porque a CVM não dá nome à oferta.
  • Uma oferta pode ter dois contratos de token (migração de rede). A ligação tokenized_as é determinística — mesma plataforma e quantidade exata — e o que não passa nessa regra fica sem aresta em vez de ganhar um vínculo aproximado.