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Referência da APIDados de mercadoCrédito privado

Em quais FIDCs este CNPJ aparece como cedente

A pergunta inversa de `/credit/fidc/{cnpj}/originators`, e a que muda uma decisão: dado um CNPJ, **em quantas classes de FIDC ele originou os recebíveis, e com que peso em cada uma**. É o que revela concentração disfarçada de diversificação. Uma carteira com quatro FIDCs de gestores diferentes, lastros diferentes e prospectos diferentes pode depender do mesmo originador em três deles — e nenhum dos quatro relatórios mensais que o investidor recebe diz isso, porque cada um enxerga só o próprio fundo. `net_worth`, `portfolio` e `impaired_ratio` da classe viajam na resposta para que a exposição seja dimensionável sem uma segunda chamada: 5% de um fundo de R$ 3 bilhões e 60% de um de R$ 20 milhões não são o mesmo risco. Vêm null quando a classe declarou cedente e não tem linha de patrimônio na competência — a linha de exposição permanece, porque omiti-la esconderia justamente o que a rota existe para mostrar. `class_count` no `meta` conta **classes distintas**, não linhas: o mesmo cedente aparece nos dois blocos de risco da mesma classe e em mais de um slot da declaração, e contar linhas inflaria a exposição. Só CNPJ é consultável. Cedente pessoa física existe na fonte e o CPF não é indexado aqui — as fontes federais de enriquecimento publicam CPF mascarado, então não há cruzamento possível, e manter a PII consultável só criaria exposição sem uso.

GET
/v1/credit/originators/{cnpj}
AuthorizationBearer <token>

In: header

Path Parameters

cnpjstring

CNPJ completo do emissor, 14 dígitos sem pontuação.

Match^\d{14}$

Query Parameters

date?string

Competência exata (fim de mês). Default: a mais recente.

Match^\d{4}-\d{2}-\d{2}$

Response Body

curl -X GET "https://api.databolsa.com/v1/credit/originators/string?date=string"
{
  "data": [
    {
      "cnpj": "string",
      "name": "string",
      "reference_date": "string",
      "origin_block": "with_risk",
      "risk_retained": true,
      "originator_rank": 0,
      "share_pct": 0,
      "share_pct_implausible": true,
      "net_worth": 0,
      "portfolio": 0,
      "impaired_ratio": 0
    }
  ],
  "meta": {
    "next_cursor": "string",
    "count": 0,
    "total": 0,
    "subject": {
      "property1": "string",
      "property2": "string"
    },
    "originator_cnpj": "string",
    "reference_date": "string",
    "class_count": 0
  }
}
{
  "type": "string",
  "title": "string",
  "status": 0,
  "detail": "string",
  "instance": "string"
}

Quem é o passivo da classe, por tipo de cotista e senioridade

De quem é o dinheiro que está dentro do fundo. Quem corre primeiro numa crise não é o mesmo em todo FIDC: uma sênior de fundo de pensão e RPPS tem passivo estável por mandato, uma de pessoa física reage a manchete. O informe já dava o total de cotistas; esta rota diz de quem são. `pct_of_seniority` usa como denominador o total da **própria senioridade**, não o da classe. O motivo é da fonte: mezanino não tem coluna nesta tabela, então um percentual sobre o total da classe não fecharia em 100 e ninguém saberia por quê. `is_institutional` é **classificação nossa, não da fonte**, e por isso viaja ao lado de `investor_type` em vez de substituí-lo. Agrupa quem tem mandato e prazo (previdência aberta e fechada, RPPS, seguradora, capitalização, banco). Fundo e corretora ficam de fora de propósito: são veículos de passagem e por trás deles pode haver varejo — contá-los inventaria uma estabilidade que não se sabe existir. A série **começa em 2019-11**, a mesma virada de formulário que separou os blocos de cedente. Antes disso o informe não abria o cotista por tipo, e a ausência marca a era, não é lacuna de coleta.

Cedentes declarados da classe — quem vende o recebível para o fundo

Quem ORIGINOU os direitos creditórios que o fundo comprou. É a ponte entre o FIDC e o risco de verdade: o fundo é registrado, publica informe e tem auditor, mas quem vende os recebíveis para ele costuma ser empresa fechada — sem ação, sem balanço público e sem rating. O informe obriga a declarar o documento dos maiores cedentes, e é o único lugar em que esses CNPJs aparecem de graça. **As duas listas não se somam.** `origin_block` separa os cedentes com risco de recompra (`with_risk`, o cedente responde pelo crédito) dos sem risco (`no_risk`, o fundo carrega a perda), e **o mesmo cedente aparece nos dois blocos** — somá-los o conta duas vezes, a mesma armadilha das duas séries de inadimplência. O terceiro bloco, `legacy`, é a lista ÚNICA que a fonte publicava até 2019-10, antes de separar risco de recompra: `risk_retained` vem null nele porque ele não é nenhum dos dois, e atribuí-lo a um lado inventaria uma distinção que a fonte não fazia. `document_kind` é o campo a ler antes de qualquer conclusão. `invalido` é a MAIORIA das declarações e não é lixo: são os placeholders de "não divulgado" da própria fonte. Eles ficam na resposta porque é deles que sai `undisclosed_share_pct` — **quanto da carteira vem de cedente que a classe não identificou**, que é a leitura de concentração que não existe em nenhuma outra superfície. `cpf` marca cedente pessoa física e o documento **não viaja**: as fontes federais de enriquecimento publicam CPF mascarado, então não há o que cruzar, e carregar a PII adiante só criaria exposição. `share_pct` é as-filed, em percentual (35,2 = 35,2%). Uma parcela em 3,8% das declarações cai fora de [0, 100] — quem preencheu reais no campo de percentual — e essas passam com `share_pct_implausible` marcado, em vez de corrigidas. `declared_share_total_implausible` marca o caso análogo no total do bloco. Para a pergunta inversa — em quais classes um cedente aparece — use `/credit/originators/{cnpj}`.