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Referência da APIDados de mercadoCrédito privado

Prometido × entregue por série de cota

A série entregou o que prometeu. É o desfecho na forma em que o investidor faz a pergunta, sem proxy — as demais leituras de deterioração usam "a inadimplência passou de tanto" como substituto de "deu errado", o que é razoável e ainda assim é um substituto. **Sênior e subordinada não se comparam.** A sênior promete taxa e a subordinada absorve o que sobrar: `performance_gap_pct` negativo na subordinada é o desenho funcionando, e na sênior é promessa quebrada. `seniority` usa o mesmo vocabulário e a mesma derivação de `/credit/fidc/{cnpj}/series`, e vem null quando o rótulo livre da fonte não afirma prioridade. `declares_target` **separa "não prometeu" de "prometeu zero"**, e sem ele o número engana: o campo de retorno esperado vem sempre preenchido na fonte e metade das séries traz zero, porque subordinada normalmente não promete retorno. Sem a marca, o gap dessas séries leria "superou a meta" onde não havia meta nenhuma. `shortfall_streak` conta **meses consecutivos** entregando abaixo do prometido. Um mês abaixo é ruído de marcação; a sequência é o que a série mensal de 13,5 anos permite afirmar. Desempenho negativo é dado e não é filtrado. `performance_implausible` marca o mês em que a fonte publica percentual fora de [-100, +100] — e ela publica: 1.396 linhas trazem realizado acima de 1.000%, com topo em 3,0 × 10¹⁶ por cento. O valor sai **as-filed**, nunca corrigido nem escondido, e o mês marcado fica FORA de `shortfall_streak`: um gap positivo gigante zeraria uma sequência real de meses abaixo da meta.

GET
/v1/credit/fidc/{cnpj}/performance
AuthorizationBearer <token>

In: header

Path Parameters

cnpjstring

CNPJ completo do emissor, 14 dígitos sem pontuação.

Match^\d{14}$

Query Parameters

date?string

Competência exata (fim de mês). Default: a mais recente.

Match^\d{4}-\d{2}-\d{2}$

Response Body

curl -X GET "https://api.databolsa.com/v1/credit/fidc/string/performance?date=string"
{
  "data": [
    {
      "cnpj": "string",
      "reference_date": "string",
      "series_label": "string",
      "seniority": "senior",
      "expected_pct": 0,
      "realized_pct": 0,
      "declares_target": true,
      "performance_gap_pct": 0,
      "performance_implausible": true,
      "shortfall_streak": 0
    }
  ],
  "meta": {
    "next_cursor": "string",
    "count": 0,
    "total": 0,
    "subject": {
      "property1": "string",
      "property2": "string"
    },
    "cnpj": "string",
    "reference_date": "string"
  }
}
{
  "type": "string",
  "title": "string",
  "status": 0,
  "detail": "string",
  "instance": "string"
}

Cedentes declarados da classe — quem vende o recebível para o fundo

Quem ORIGINOU os direitos creditórios que o fundo comprou. É a ponte entre o FIDC e o risco de verdade: o fundo é registrado, publica informe e tem auditor, mas quem vende os recebíveis para ele costuma ser empresa fechada — sem ação, sem balanço público e sem rating. O informe obriga a declarar o documento dos maiores cedentes, e é o único lugar em que esses CNPJs aparecem de graça. **As duas listas não se somam.** `origin_block` separa os cedentes com risco de recompra (`with_risk`, o cedente responde pelo crédito) dos sem risco (`no_risk`, o fundo carrega a perda), e **o mesmo cedente aparece nos dois blocos** — somá-los o conta duas vezes, a mesma armadilha das duas séries de inadimplência. O terceiro bloco, `legacy`, é a lista ÚNICA que a fonte publicava até 2019-10, antes de separar risco de recompra: `risk_retained` vem null nele porque ele não é nenhum dos dois, e atribuí-lo a um lado inventaria uma distinção que a fonte não fazia. `document_kind` é o campo a ler antes de qualquer conclusão. `invalido` é a MAIORIA das declarações e não é lixo: são os placeholders de "não divulgado" da própria fonte. Eles ficam na resposta porque é deles que sai `undisclosed_share_pct` — **quanto da carteira vem de cedente que a classe não identificou**, que é a leitura de concentração que não existe em nenhuma outra superfície. `cpf` marca cedente pessoa física e o documento **não viaja**: as fontes federais de enriquecimento publicam CPF mascarado, então não há o que cruzar, e carregar a PII adiante só criaria exposição. `share_pct` é as-filed, em percentual (35,2 = 35,2%). Uma parcela em 3,8% das declarações cai fora de [0, 100] — quem preencheu reais no campo de percentual — e essas passam com `share_pct_implausible` marcado, em vez de corrigidas. `declared_share_total_implausible` marca o caso análogo no total do bloco. Para a pergunta inversa — em quais classes um cedente aparece — use `/credit/originators/{cnpj}`.

Movimentação da carteira: ticket médio, recompra e parte relacionada

Como a carteira de direitos creditórios se mexeu no mês — o que o fundo comprou, o que o cedente comprou de volta e o que foi vendido para quem. `avg_ticket` é a **pulverização**, que era premissa do produto ("riscos não correlacionados") e até aqui indemonstrável: 100 recebíveis de R$ 1 milhão e 1 milhão de recebíveis de R$ 100 são a mesma carteira em valor e riscos opostos. `acquired_amount` e `acquired_count` somam o eixo de **transferência de risco** (com e sem aquisição substancial dos riscos). A fonte publica um segundo corte das mesmas aquisições, por status de pagamento, que abre apenas a parcela com risco — os dois eixos **não se somam**, mesma regra das duas séries de inadimplência. `acquired_impaired` vem desse segundo corte e por construção só enxerga inadimplente comprado dentro da parcela com risco. `repurchase_to_portfolio` é o cedente comprando de volta o recebível que já cedeu, tipicamente o que vencia e não ia pagar. É a forma clássica de uma carteira parecer saudável enquanto o excesso de spread é queimado para maquiar atraso — e como a recompra some da inadimplência declarada, ela não aparece em nenhuma outra métrica. O denominador é a **carteira**, não o patrimônio: fundo alavancado tem carteira maior que o PL, e usar PL faria a mesma recompra parecer menor. `related_party_sale_pct` é o fundo vendendo recebível de volta para o cedente ou para prestadores de serviço. Em volume relevante muda a natureza do veículo: deixa de ser comprador de risco e vira financiador do cedente. Venda para terceiro fica fora da conta de propósito — isso é mercado, não conflito. É raro, e é a raridade que faz a ocorrência valer alarme. **Comprar direito já inadimplente não é necessariamente defeito:** há fundo cuja tese é comprar carteira vencida com deságio. Vira sinal num fundo que se apresenta como performado, e essa distinção é de quem consome — por isso o campo se chama `acquired_impaired` e descreve o fato em vez de julgá-lo. Garantia tem cobertura baixíssima na fonte (180 classes em 13,5 anos): `collateral_amount` null é a fonte calada, **nunca zero de garantia**.