Por quanto o fundo compra o risco, com a mediana dos pares ao lado
O preço de ENTRADA — a que taxa o fundo comprou os direitos creditórios. É a peça que faltava para responder se um FIDC está caro ou barato: o informe já dizia o que o fundo tem e quanto disso não paga, e nunca dizia por quanto comprou. Sem isso não existe excesso de spread, o colchão que separa um fundo capaz de absorver perda de um que repassa direto para a cota. **As duas taxas não se somam.** `desconto_aquisicao` é o deságio pago na compra do recebível e `juros` é a remuneração embutida no papel; empilhá-las num "custo" único inventaria um número que não existe em lugar nenhum. `peer_median_buy_avg` viaja em toda linha porque **taxa isolada não informa nada**: a pergunta é "estou comprando a tanto, o setor está em quanto". É a mediana da mesma classe de ativo na mesma competência, calculada só sobre taxa plausível — incluir as marcadas puxaria a régua para um número que ninguém pagou. `buy_vs_peer_pp` positivo é comprar mais caro que os pares, o que pode ser risco maior **ou** negociação pior: a fonte não distingue os dois, e dizer qual seria inventar. `buy_spread` é a dispersão dentro da própria carteira. Um fundo que compra entre 10% e 300% não tem uma política de crédito, tem várias — e a média sozinha esconde isso. `rate_implausible` marca acima de 1.000 (valor em reais no campo de taxa). A faixa de 100 a 1.000 fica **sem marca de propósito**: desconto de factoring passa de 100% ao ano sem ser erro. Cerca de 27% das classes declaram alguma taxa numa competência típica. Resposta vazia é o normal da fonte, não falha de cobertura.
In: header
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CNPJ completo do emissor, 14 dígitos sem pontuação.
^\d{14}$Query Parameters
Competência exata (fim de mês). Default: a mais recente.
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}Movimentação da carteira: ticket médio, recompra e parte relacionada
Como a carteira de direitos creditórios se mexeu no mês — o que o fundo comprou, o que o cedente comprou de volta e o que foi vendido para quem. `avg_ticket` é a **pulverização**, que era premissa do produto ("riscos não correlacionados") e até aqui indemonstrável: 100 recebíveis de R$ 1 milhão e 1 milhão de recebíveis de R$ 100 são a mesma carteira em valor e riscos opostos. `acquired_amount` e `acquired_count` somam o eixo de **transferência de risco** (com e sem aquisição substancial dos riscos). A fonte publica um segundo corte das mesmas aquisições, por status de pagamento, que abre apenas a parcela com risco — os dois eixos **não se somam**, mesma regra das duas séries de inadimplência. `acquired_impaired` vem desse segundo corte e por construção só enxerga inadimplente comprado dentro da parcela com risco. `repurchase_to_portfolio` é o cedente comprando de volta o recebível que já cedeu, tipicamente o que vencia e não ia pagar. É a forma clássica de uma carteira parecer saudável enquanto o excesso de spread é queimado para maquiar atraso — e como a recompra some da inadimplência declarada, ela não aparece em nenhuma outra métrica. O denominador é a **carteira**, não o patrimônio: fundo alavancado tem carteira maior que o PL, e usar PL faria a mesma recompra parecer menor. `related_party_sale_pct` é o fundo vendendo recebível de volta para o cedente ou para prestadores de serviço. Em volume relevante muda a natureza do veículo: deixa de ser comprador de risco e vira financiador do cedente. Venda para terceiro fica fora da conta de propósito — isso é mercado, não conflito. É raro, e é a raridade que faz a ocorrência valer alarme. **Comprar direito já inadimplente não é necessariamente defeito:** há fundo cuja tese é comprar carteira vencida com deságio. Vira sinal num fundo que se apresenta como performado, e essa distinção é de quem consome — por isso o campo se chama `acquired_impaired` e descreve o fato em vez de julgá-lo. Garantia tem cobertura baixíssima na fonte (180 classes em 13,5 anos): `collateral_amount` null é a fonte calada, **nunca zero de garantia**.
Secundário da cota do FIDC (negócios de balcão da classe)
Por quanto a cota desta classe NEGOCIOU, pregão a pregão. É a outra metade do FIDC: o informe mensal diz o que o fundo tem e nunca o preço; o balcão diz o preço e nunca de que fundo é. Duas coisas que valem saber antes de concluir qualquer coisa da ausência de linhas. A primeira é que a B3 publica cota de FIDC sob a família **`CFF`** (cota de fundo fechado), junto com FII, FIP e FIF — procurar `family=FIDC` em `/credit/otc` devolve vazio, o que parece ausência de mercado e é só rótulo diferente. A segunda é que a esmagadora maioria das classes simplesmente não tem giro: em 2026, 379 emissores de FIDC apareceram no balcão, contra mais de 4.300 classes no informe. Silêncio aqui é característica do produto, não falha de cobertura. `match_level` viaja em toda linha porque o elo entre as duas fontes é o **nome**: o informe de FIDC não publica ISIN e o balcão não publica CNPJ. `exact_name` é denominação social normalizada idêntica — 95,3% dos emissores de FIDC do balcão resolvem assim, sem nenhum caso ambíguo. Quem preferir descartar a ponte fica com o preço, que é as-filed e correto de qualquer forma.